UM ESTADO MILITARISTA: COM REAGAN, CLINTON, BUSH, REPUBLICANOS OU DEMOCRATAS

A era Reagan, os mandatos Clinton e agora o esforço de guerra de W. Bush se inscrevem numa tentativa continuada do poder norte-americano de retomar seu crescimento econômico, de contra-restar o processo recessivo instalado naqueles meados dos anos 70. São tentativas de reencontrar algo parecido com o crescimento do pós-Guerra.
Essa ofensiva chamada por alguns de neoliberal teve – e tem – como marcas essenciais o aumento da taxa de exploração do trabalho e a hegemonização do conjunto da economia pelo capital especulativo, onde os Estados Unidos assumem o papel central de Estado rentista em ação predatória em favor da mundialização do capital financeiro privado. Falências como a da Enron, guerras como a do Afeganistão e a invasão do Iraque, são marcas típicas desse processo: revelam uma unidade tipicamente imperialista entre a ação militar e os processos econômicos.
O máximo que conseguiram, nesse empreitada foram os anos de relativo crescimento na década de 90, no bojo da chamada nova economia, Ainda assim, ocorreu, antes, o crack da bolsa de 1987 que somente não alcançou a profundidade da quebra de 1929 por conta da intervenção do Banco Central liberando crédito.
E em 1997 explodiu a chamada crise asiática. Junto com isso: maciças injeções de gastos públicos para a Guerra do Golfo de 1991 onde os Estados Unidos assumiam abertamente um novo papel, encerrando a bipolaridade típica das décadas anteriores.
Em meio a essa dinâmica se desenvolveram as quebras de grandes conglomerados como Enron e WorldCom. Entre ameaças de crack e artificialismos financeiros, vem navegando uma economia que passa pela ofensiva contra os direitos trabalhistas e o aumento dos gastos públicos. O problema para o imperialismo é que nada disso tem significado expansão, sustentada, e o máximo que conseguiram alcançar na agenda dos Estados Unidos foi um imbricamento e uma convergência maiores que nunca entre crise, militarismo e guerras.
Ge Dantas
Essa ofensiva chamada por alguns de neoliberal teve – e tem – como marcas essenciais o aumento da taxa de exploração do trabalho e a hegemonização do conjunto da economia pelo capital especulativo, onde os Estados Unidos assumem o papel central de Estado rentista em ação predatória em favor da mundialização do capital financeiro privado. Falências como a da Enron, guerras como a do Afeganistão e a invasão do Iraque, são marcas típicas desse processo: revelam uma unidade tipicamente imperialista entre a ação militar e os processos econômicos.
O máximo que conseguiram, nesse empreitada foram os anos de relativo crescimento na década de 90, no bojo da chamada nova economia, Ainda assim, ocorreu, antes, o crack da bolsa de 1987 que somente não alcançou a profundidade da quebra de 1929 por conta da intervenção do Banco Central liberando crédito.
E em 1997 explodiu a chamada crise asiática. Junto com isso: maciças injeções de gastos públicos para a Guerra do Golfo de 1991 onde os Estados Unidos assumiam abertamente um novo papel, encerrando a bipolaridade típica das décadas anteriores.
Em meio a essa dinâmica se desenvolveram as quebras de grandes conglomerados como Enron e WorldCom. Entre ameaças de crack e artificialismos financeiros, vem navegando uma economia que passa pela ofensiva contra os direitos trabalhistas e o aumento dos gastos públicos. O problema para o imperialismo é que nada disso tem significado expansão, sustentada, e o máximo que conseguiram alcançar na agenda dos Estados Unidos foi um imbricamento e uma convergência maiores que nunca entre crise, militarismo e guerras.
Ge Dantas

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