Wednesday, April 30, 2008

ECONOMIA QUE SE ALIMENTA DA MORTE



O grande argumento para a corrida militar norte-americana era a existência da URSS, da ameaça comunista, do Pacto de Varsóvia. A URSS e o Pacto de Varsóvia sucumbiram sem qualquer guerra quente entre superpotências; a Guerra Fria deu lugar à continuada decomposição do Leste europeu e, mesmo assim, os gastos bélicos dos Estados Unidos foram elevados, voltaram aos patamares do auge da Guerra Fria, em redor de 400 bilhões de dólares em 2003 e meio trilhão de dólares em 2005. Em meio à mais decantada fase de prosperidade do capitalismo norte-americano – as décadas gloriosas de 1950 e 1960 – quando o então bem-sucedido capitalismo norte-americano pontificava e exportava saúde econômica (de acordo com os parâmetros capitalistas), estava sendo levantado um bilionário complexo militar-industrial, a maior máquina bélica de todos os tempos.


O setor bélico norte-americano vem funcionando, desde aqueles anos, como o único setor da produção de mercadorias dos Estados Unidos que não atravessa a crise do resto da economia, o único setor que não enfrenta as agruras do mercado: seus preços são garantidos pelo Estado.


Ge Dantas

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