
1978-80: PT das origens?
(Começa no Brasil o grande debate
(Começa no Brasil o grande debate
de desmistificação da história oficial petista)
Lula no PT das origens, nos movimentos grevistas do ABC dos quais resultou o PT. Quem era Lula? “No lugar do caudilho espontâneo e ingênuo, saído do seio das massas em estado de puro carisma e combatividade – encontraremos o dirigente sindical saído da estrutura oficial varguista e nunca disposto a romper com ela.
Lula no PT das origens, nos movimentos grevistas do ABC dos quais resultou o PT. Quem era Lula? “No lugar do caudilho espontâneo e ingênuo, saído do seio das massas em estado de puro carisma e combatividade – encontraremos o dirigente sindical saído da estrutura oficial varguista e nunca disposto a romper com ela.
No lugar do mito do grande líder operário que sozinho comandava centenas de milhares na luta direta contra os patrões e a ditadura – encontraremos o burocrata colaboracionista, que usava sua posição dirigente (conquistada pela via dos conchavos no interior do peleguismo, e não pelos “clássicos” meios da insurgência operária) para acomodar, conciliar – e inclusive diretamente para trair as enormes greves que lhe fizeram a fama, como no caso da mais importante delas, a de 1980 [2].
No lugar do PT como coroação “natural” e “legítima” para um ascenso que era cada vez mais político, vemos um instrumento sob medida para, apoiando-se no sincero desejo dos trabalhadores de fazer política, distorcer esse desejo e canalizá-lo unicamente para a “política” da transição negociada e pacífica com a ditadura, para a via morta da democracia dos ricos e suas farsas eleitorais.
No lugar dos “aliados democráticos do proletariado”, vemos que os senhores como Ulysses e Tancredo nada mais foram que políticos ardilosos e matreiros a serviço da classe capitalista, que sob a nebulosa palavra “democracia” escondiam apenas uma nova face –rejuvenescida, é certo, mas nem por isso menos perversa – do capitalismo semicolonial e racista que nos explora e oprime a cada dia.
No lugar de uma transição democrática em que as massas impuseram o seu peso e a sua marca, vemos uma manobra gatopardista que se impôs sobre as massas, desviou e sufocou seu ascenso, que as deixou prostradas e sem saber como e contra quem lutar. A construção de um verdadeiro partido revolucionário passa pela desmistificação da história petista”.
(Fonte: Edison Salles, Jornal Palavra Operária n.41, maio 2008).
Leia a íntegra desse novo enfoque histórico e político na Revista Estratégia Internacional n.3, que pode ser obtida por e-mail: ler-qi@ler-qi.org
(Fonte: Edison Salles, Jornal Palavra Operária n.41, maio 2008).
Leia a íntegra desse novo enfoque histórico e político na Revista Estratégia Internacional n.3, que pode ser obtida por e-mail: ler-qi@ler-qi.org

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