Wednesday, June 04, 2008

Lula um ´estadista´ anti-nacional




Republico aqui trecho da coluna de Fausto Wolff de 29/5/08 (JB), pela lucidez cortante:





Vergonha na cara


"Cristovam Buarque é um intelectual, ex-membro do PT e hoje membro do PDT que, quando em Nova York, ao falar sobre a internacionalização da Amazônia, disse concordar que não só o petróleo, mas todos os minerais do mundo fossem internacionalizados. Ponto para ele, que sabe que sem a Amazônia o Brasil não passaria de um paizeco qualquer, daqueles que têm direito a falar na ONU apenas quando a maioria dos representantes das grandes potências está dormindo.
Os lucros de 31 nacionais e estrangeiros bancos em atividade no Brasil aumentaram, em 2007, para R$ 34,4 bilhões, com crescimento real de 43,3% em relação a 2006, quando tinham atingido R$ 25,05 bilhões. O retorno sobre o patrimônio aumentou de 21,2% para 24,3%.
Os 43,3% de crescimento real daqueles 31 bancos, em que estão incluídos os cinco com maiores lucros, superam o percentual destes, que aumentou 30,6% em 2007, com R$ 27,89 bilhões. De 2005 para 2006, seu aumento real foi 19,73%. No período FHC, os bancos acumularam um crescimento de 11% e os lucros ultrapassaram os 13%. Quando todos acharam que ninguém bateria o príncipe da maldade, surge o sr. Silva e os bancos lucraram 145%.



Que temos então? Uma escalada em aceleração desde o início dos oito anos de FHC, período em que a média de crescimento real foi 11% ao ano, ou seja, acumulou 130%. Nos dois primeiros anos de Lula, a média subiu para 14%. De 2003 a 2007, a média anual de crescimento real desses lucros foi 19,8%, acumulando 147% em apenas cinco anos. Computando os dois períodos, foram 468%, ou seja, os lucros reais multiplicaram-se por quase seis vezes.

Enquanto isso, no mundo real, na terra dos subumanos, em 1998 o paulista, trabalhador mais bem assalariado do Brasil, ganhava pouco mais de R$ 1.600 mensais. Este ano, com todas as demissões, o mesmo trabalhador ganha R$ 1.202 mensais.
Como essa política, segundo Meireles, não mudara, o sr. Silva, se continuar dando gorjetas aos partidos e carta branca para os bancos, se reelegerá quantas vezes quiser, pois o povo não entende de macroeconomia. Ele entende é de Lula, seu irmão operário que lhe dá rações de comida mensalmente.



Ano passado, quando senadores e deputados discutiam um pífio aumento de R$ 5 ou R$ 10 no salário mínimo, o senador Cristovam Buarque deu mancada braba no momento em que alguém ridicularizava a "benfeitoria". Surgiu no plenário bradando que um pão-sanduíche para os para-lamentares não era nada. Brandindo um pão no plenário, disse que a falta daquele pão na mesa do trabalhador significava muito. Troço meio surrealista, como se o aumento que pretendiam dar fosse maior do que a inflação, quando era em verdade muitíssimo menor, pois, como se sabe, temos duas inflações: a oficial e a dos trouxas. O que é isso, senador? Continuamos na época de Jean val Jean?"


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